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Mombak rompe com a Verra e inaugura nova era na certificação de créditos de carbono

  • Foto do escritor: Felipe Cunha
    Felipe Cunha
  • 6 de abr.
  • 2 min de leitura

A Mombak, startup brasileira focada em reflorestamento e remoção de carbono, anunciou uma decisão histórica: abandonar a certificadora americana Verra e migrar para a britânica Isometric. O movimento marca uma ruptura significativa no mercado, já que a Verra detém quase monopólio na validação de projetos florestais. A escolha reflete a busca por maior agilidade e processos digitais, alinhados às demandas de grandes clientes como Microsoft, Google e McKinsey.

Vista aérea de campos agrícolas, mostrando áreas verdes, marrons e colheita em curva. Ao fundo, floresta e horizonte claro. Atmosfera serena.

Fundada em 2021, a Mombak já captou mais de R$ 1 bilhão para projetos na Amazônia e pretende levantar até R$ 2 bilhões em novo fundo com apoio do BNDES. O projeto Turmalina, com 3,6 milhões de árvores nativas plantadas no Pará, será o primeiro a migrar para a Isometric. A startup planeja submeter outros cinco projetos ainda em 2026, reforçando sua estratégia de expansão e antecipação às exigências do mercado.


A decisão também expõe fragilidades da Verra, cuja lentidão e processos burocráticos baseados em PDFs e planilhas têm sido alvo de críticas. Enquanto isso, a Isometric surge como alternativa moderna, com processos digitais, uso de sensoriamento remoto e promessa de maior rapidez na emissão dos créditos. Embora mais caros, os créditos de remoção certificados pela Isometric oferecem maior confiabilidade e são valorizados por compradores globais.


Outro diferencial da Isometric é o “selo de durabilidade”, que garante monitoramento dos créditos por 100 anos, atendendo à demanda de empresas que buscam segurança de longo prazo. Esse aspecto é especialmente relevante para contratos de 50 anos, como os firmados pela Mombak. Além disso, a certificadora britânica já se destaca em segmentos inovadores, como o intemperismo acelerado de rochas, técnica que captura CO2 por meio da aplicação de pó de basalto em solos agrícolas.


A Mombak já iniciou projetos de intemperismo no Maranhão, com resultados promissores: aumento de 30% na produtividade agrícola e remoção permanente de carbono. A iniciativa reforça a diversificação da empresa e sua aposta em soluções de alto impacto ambiental e econômico. A parceria com a Isometric, líder nesse segmento, fortalece a posição da startup como protagonista na transição para um mercado de carbono mais tecnológico e confiável.


Esse movimento sinaliza uma transformação no setor de créditos de carbono, com startups desafiando modelos tradicionais e trazendo inovação para um mercado em expansão. A Mombak se posiciona como referência global ao unir reflorestamento, tecnologia e novas metodologias de captura de carbono. A mudança pode inspirar outras empresas a repensarem suas estratégias de certificação e acelerar a evolução rumo a práticas mais transparentes e eficientes.


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